Em 2020/2021, em meio a um dos períodos mais difíceis da pandemia de Covid-19, nasceu o Roda Pé Vermêi, projeto realizado pela Pé Vermêi por meio da Lei Aldir Blanc. A proposta surgiu diante de uma realidade que se tornou ainda mais evidente naquele momento: enquanto grande parte das atividades culturais migrou para o ambiente virtual, muitas pessoas permaneciam à margem dessas experiências por não terem acesso adequado à internet, equipamentos ou às plataformas digitais.

Foi pensando especialmente nesse público que o Roda Pé Vermêi levou apresentações artísticas gratuitas para a comunidade, criando uma possibilidade de encontro presencial com a arte em um momento marcado pelo isolamento e pelo distanciamento.
As atividades aconteceram na quadra da Escola Municipal Maria Luiza de Andrade no bairro Cidade Nova I, em Juatuba (MG), espaço que também carrega parte da nossa própria história: foi nessa escola que estudamos durante a infância. Voltar a esse lugar anos depois, agora como artistas e agentes culturais realizando um projeto para a comunidade, tornou a experiência ainda mais significativa.
Para que as apresentações pudessem acontecer com segurança, foram adotados os protocolos sanitários vigentes naquele período. As sessões aconteceram em espaço arejado, com público limitado a até 10 pessoas por vez, distanciamento entre os presentes e outras medidas de prevenção e segurança. Em vez de uma única apresentação para um grande público, foram realizadas diversas sessões para pequenos grupos.
Todas as atividades foram gratuitas
O Roda Pé Vermêi reafirmou algo que continua orientando nossa caminhada: a cultura também acontece perto de casa, nos espaços que fazem parte da nossa história e a partir das relações construídas com o território. Em um período no qual estar junto exigia tantos cuidados, cada pequena roda se tornou uma possibilidade de encontro, presença e compartilhamento por meio da arte.
Esse projeto também marcou um momento importante da trajetória da Pé Vermêi, fortalecendo uma forma de atuação que continuaria presente nos anos seguintes: criar a partir do território, ocupar espaços comunitários e construir caminhos para que a arte esteja onde as pessoas estão.



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